• Saúde 13/04/18 | 17:35:41
  • Parkinson: Grupo auxilia na melhora da qualidade de vida dos pacientes
  • Estima-se que a doença afete cerca de 200 mil pessoas no Brasil
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  • Fonte/Autor: Lucas Arigoni e Rita Martini/Rádio Caçanjurê
  • Foto: Rita Martini/Rádio Caçanjurê

Receber o diagnóstico de Parkinson não foi uma tarefa fácil para a professora Sandra Elisa Muncinelli, no início de 2015, aos 50 anos. "Eu acho que fiquei uma semana chorando, mas depois que passou essa fase eu comecei a buscar auxílio e tratamento para a melhora da qualidade de vida" relembrou.

Com o tratamento correto, realizando exercícios físicos, Sandra vive uma vida normal. "Eu trabalho, estudo, dou aula, dirijo meu carro, mas ela é assim porque eu busquei ajuda desde o início. Faço atividade física duas vezes por semana, fonoterapia e também a medicação", detalhou Sandra.

Estima-se que a doença afete cerca de 200 mil pessoas no Brasil e os principais sintomas são tremor nas mãos, dificuldades de caminhar e enrijecimento da musculatura. O mal de Parkinson é uma doença degenerativa que ainda não tem causas conhecidas.

O médico neurologista e neurofisiologista, Nabil Elias Bittar, informa qual o tratamento da doença. "Sessões de fisioterapia, orientações, alongamentos, equilíbrio, caminhadas, se puder andar de bicicleta, inclui também medicamentos para os sintomas que o paciente está apresentando, e claro o tratamento individualizado, levando em conta vários aspectos", afirmou o médico.

Para ajudar outras pessoas, Sandra foi uma das responsáveis pela criação do GRAPP (Grupo de Apoio às Pessoas com Parkinson). O objetivo é pesquisar quem tem a doença e trazer para o grupo. "Quando eu recebi o diagnóstico eu pensei em ajudar os outros, por que eu comecei a perceber que existiam pessoas em suas casas sem atendimento e esperando chegar à fase final da sua doença", afirmou Sandra.

Atualmente diversos profissionais da área da saúde auxiliam no tratamento e na melhora da qualidade de vida das pessoas. Como é o caso da acadêmica de enfermagem, Gabriela Frigotto. "É notável a melhora, até na questão da felicidade dos pacientes. Eles conversam conosco e relatam o quão importante o grupo está sendo", detalhou a estudante, que ajuda no grupo desde a sua criação.

Os próximos planos do Grupo é começar com consultas de enfermagem, para acompanhar como está o desenvolvimento do paciente em questão de exercícios e movimentação.

Uma das dificuldades, segundo Sandra, ainda está em vencer a barreira do preconceito. "Infelizmente ainda existe e muitas vezes da própria pessoa. A gente pede que nos procurem, entrem em contato, por que nós só temos a ganhar", finalizou Sandra.

Conheça o GRAPP

O Grupo de Apoio às Pessoas com Parkinson (GRAPP) surgiu em novembro de 2015. Representantes da comunidade solicitaram apoio ao Mestrado Acadêmico em Desenvolvimento e Sociedade da UNIARP, informando sobre a inexistência de serviços voltados à orientação, encaminhamento e atendimento de parkinsonianos no município de Caçador e região.

Depois de várias discussões, decidiu-se pela oficialização do GRAPP, que foi agasalhado pelo Grupo Interdisciplinar de Estudos em Saúde - GIES, sob a coordenação do Prof. Dr. Ricelli Endrigo Ruppel da Rocha.

Ficou estabelecido também que o projeto seguiria os parâmetros do trabalho voluntário, portanto, sem fins lucrativos e aberto a todos aqueles que, movidos pelo senso de solidariedade, venham demonstrar o desejo de juntar forças no sentido de evitar quaisquer tipos de exclusão aos portadores da doença de Parkinson.

Mais informações sobre o trabalho do grupo podem ser obtidas através do telefone (49) 3561-6288, pelo facebook, ou pelo e-mail grappcacador@outlook.com

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