• Polícia 10/08/18 | 10:44:11
  • Crimes acendem alerta sobre comportamento dos adolescentes
  • Maioria dos delitos graves tem ligação com as drogas
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  • Fonte/Autor: Jornalismo Rádio Caçanjurê
  • Foto: Ilustração

O município de Caçador registrou neste ano sete homicídios, todos já elucidados pela Polícia Civil. Do total de crimes, dois foram cometidos por menores, contra menores. No primeiro homicídio, contra o jovem Vinícius Bressiani, três menores foram apreendidos. A motivação do crime seria o envolvimento dos jovens em uma possível facção, caso que foi descartado após investigação da Polícia Civil. O corpo do menor foi encontrado um dia depois, por populares em um terreno baldio.

Já o mais recente vitimou Matheus Carlin Alves, que foi morto após envolvimento com o tráfico de drogas. O corpo do jovem, de apenas 17 anos, foi encontrado somente duas semanas depois do crime. Quatro menores foram apreendidos.

A gravidade dos casos deixou um alerta sobre o comportamento dos jovens na atualidade. Segundo a juíza da Vara da Infância e Família, Lívia Francio Rocha Cobalchini, além dos homicídios, outros crimes graves como roubo, furto e tentativa de homicídio também foram registrados esse ano. Ela afirma que a maioria dos delitos envolvem as drogas.

O psicólogo e assistente social, Clayton Luiz Zanella, acredita que as drogas servem para preencher um vazio dentro dos adolescentes, porém o preço pago pode ser fatal.

Atualmente, o Estatuto da Criança e Adolescente prevê que até os 18 anos os menores estão sujeitos a atos infracionais. Entre as medidas socioeducativas estão advertência, prestação de serviços a comunidade, reparação do dano, liberdade assistida, semi liberdade e internação cautelar, que tem como prazo máximo três anos.

Para a magistrada Lívia Francio Rocha Cobalchini, a família é fundamental no processo e deve ficar cada vez mais atenta as atitudes dos filhos.

A mesma linha é adotada pelo psicólogo Clayton Zanella, que reforça ainda a necessidade de rever políticas públicas e a forma como está sendo tratada a violência.

Apesar dos casos e das estatísticas negativas envolvendo os crimes, Clayton acredita que é possível resgatar a juventude deste caminho, que muitas vezes pode ser trágico, porém é preciso trabalhar a socialização, antes da ressocialização.

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