• Geral 12/07/17 | 10:47:31
  • Jovem que foi atropelada na Salgado Filho recebe ajuda da comunidade
  • Ana Paula Castanha fraturou as duas pernas e estava com muitas dificuldad
diminuir o tamanho do texto aumentar o tamanho do texto
  • Fonte/Autor: Jonathan Ribeiro/Rádio Caçanjurê
  • Foto: Rita Martini/Rádio Caçanjurê

O programa Boa Tarde Cidadão abordou nesta quarta-feira, 12, a história da jovem Ana Paula Castanha, 18 anos, que foi atropelada por uma moto no dia 6 de fevereiro deste ano, na avenida Salgado Filho no momento em que atravessava a via na faixa de pedestres. Em poucos minutos, a comunidade ajudou com R$ 1.055,00 para um exame, cestas básicas e também um emprego para a mãe da jovem.

A equipe de reportagem da Rádio Caçanjurê ficou sabendo do caso, onde a família, composta por Ana Paula, a mãe Rosane Beatriz, 52 anos, e mais uma adolescente de 16 anos, que moram no bairro Alto Bonito. O acidente acabou trazendo muitas dificuldades para elas.

Na época do acidente, Rosane estava trabalhando de doméstica em uma casa há dois anos, e devido ao estado da filha, ela abandonou o trabalho para prestar todos os cuidados que Ana Paula precisava.

A família não paga aluguel, porém, a renda mensal é de R$ 700,00. Como a casa em que moram tem dois pavimentos, o porão está alugado por R$ 400,00 e recebem mais R$ 300,00 de pensão.

Ana Paula comentou que foi atropelada no dia que seria o seu primeiro contato com a faculdade. Ela estava a caminho da universidade quando foi atravessar a avenida Salgado Filho, os carros pararam para que fizesse a travessia e neste momento, ela foi atingida pela moto.

A jovem teve fratura nas duas pernas e precisou ficar quatro meses na cadeira de rodas. Agora ela está evoluindo na recuperação e já se move com auxílio de muletas.

O acidente trouxe muitos prejuízos a família, mas o principal foi a parte financeira, sendo que na época a Rosane tinha um emprego fixo e acabou abdicando dele para cuidar da filha.

A Rádio Caçanjurê fez uma campanha para conseguir cestas básicas para a família, um emprego para Rosane e também dinheiro para que Ana Paula pudesse fazer um exame de urgência.

Após o acidente, Ana Paula teve o seu problema de visão agravado e a médica que faz o acompanhamento solicitou uma ressonância magnética de crânio com contraste para ter um posicionamento da situação.

O exame custa R$ 1.055,00 e a família não tinha condições nenhuma de fazer o exame e pelo SUS, a fila de espera de um ano e meio.

A comunidade caçadorense se sensibilizou com o caso e ajudaram na “vaquinha” que resultou em 100% do valor do exame.

 

 

comentários